ETERNO LAMENTO
Entre ruínas antigas, um jardim sombrio,
onde crescem flores de outono tardio.
Rosas escuras, de pétalas frias,
contam segredos de antigas agonias.
Nas lápides gastas, nomes esquecidos,
são versos mudos de amores perdidos.
A bruma envolve as sombras caladas,
dá vida às almas ali entrelaçadas, esquecidas.
Quem por ali passa, na noite ao relento,
leva consigo um eterno lamento!