SONETO DE ESCRIVANINHA
Na Escrivaninha mora o seu segredo,
feito de letras, sonhos e saudade;
Lá, cada verso vence o próprio medo,
florescendo luz nas dobras da verdade.
É lá que o tempo perde a tempestade,
que a dor se cala e o amor ganha enredo;
A alma livre, escreve a liberdade,
e o riso volta a espantar todo o medo.
Seu canto é porto, abrigo e claridade,
onde a palavra é ponte e é abrigo;
lá, tudo é cura, paz e eternidade.
Todo poeta é verbo e amigo.
A sua pena é chama e suavidade,
e o seu silêncio é qual um amigo.