ROSAS DAS CINZAS
O jardim floresce pétalas sombrias,
rosas que nascem de sombras profundas.
Dizem que brotaram de lágrimas antigas,
de amores que dormiram na terra fria.
Os espinhos brilham como prata velha,
e a brisa carrega um perfume triste.
Cada rosa guarda uma lembrança muda,
de alguém que partiu — mas nunca desiste.
Quando a lua derrama sua luz pálida,
elas parecem sussurrar segredos.
Um murmúrio suave corre entre as folhas,
como prece de tempos muito longos.
Ainda assim, são belas na melancolia,
como a saudade que pulsa e persiste.
Rosas de cinza, flores do silêncio,
que ensinam que nem tudo que dói, desiste.