MEMÓRIAS DURADOURAS
Foi numa tarde comum, dessas que normalmente passam despercebidas. Maria Alice caminhava sem destino definido, perdida em pensamentos soltos — uns leves, outros mais densos. Sentia que nada importante aconteceria naquele dia. Mas a vida gosta de surpreender quem anda distraído.
De repente, um encontro simples — quase acidental — mudou o tom da tarde. Bastou um sorriso sincero e algumas palavras ditas no momento exato para que o ar ao redor parecesse mais leve. Não houve grandes revelações, nem promessas, nem urgências. A beleza estava justamente na simplicidade.
Maria Alice guardou esse instante como quem guarda um bilhete inesperado encontrado entre as páginas de um livro antigo. Percebeu que são esses encontros — aparentemente pequenos — que criam memórias duradouras. Porque não é o tamanho do momento que importa, mas o brilho que ele deixa quando passa.
Desde aquele dia, ela passou a acreditar que até as tardes mais comuns escondem milagres discretos, esperando apenas alguém disposto a enxergá-los.