-Arquivo Pessoal
Momento tão meu, com o silêncio.
Foto com 18 anos!...
QUANDO A ESPERANÇA CHEGA
A esperança não anuncia sua chegada. Ela não bate à porta, não abre cortinas, não toca música. Ela chega como quem pisa em tapete macio: devagar, suavemente, sem fazer alarde.
Caio Henrique sempre acreditou que a esperança prefere os desatentos. Quando tentamos chamá-la à força, ela se esconde. Mas quando estamos cansados, rendidos ou confusos, ela aparece — discreta, humilde, quase tímida — e pousa sobre o ombro como um pássaro que escolhe ficar.
Certa manhã, ele percebeu que a casa estava mais clara. Não era a lâmpada, não era o sol. Era algo dentro dele. Algo que ele julgava perdido voltara a respirar. Ali ele entendeu: a esperança tinha dormido junto dele naquela noite silenciosa.
E desde então, ele aprendeu a reconhecê-la. A esperança não chega de botas. Chega descalça. E é justamente por isso que transforma tanto.