O ÚLTIMO BILHETE
Ele encontrou, perdido na gaveta antiga,
um papel amarrotado e amarelado:
“Volto quando você acreditar no impossível.”
Leu devagar, como quem revive um eco distante.
De repente, sentiu o coração bater
num ritmo que já não lembrava.
Acreditou pela primeira vez em anos.
E antes que pudesse guardar o bilhete de novo,
um leve toque ecoou na porta: Era ela,
sorrindo como se nunca tivesse partido.