TEMPLO DE NÉVOA
Trilogia III
Sigo por corredores frios,
entre murmúrios ancestrais.
O vento escreve os destinos,
e os sonhos voltam a ser mortais.
No templo feito de névoa fina,
até o silêncio sangra mais.
Pisam leve meus passos tímidos,
pois ecos antigos se agitam.
Há sombras que sabem meus íntimos,
há dores que nunca se mitigam.
Mas sigo, pois a noite é guia e nela
minhas forças se erguem e instigam.