A CAIXA DAS SOMBRAS
Toda noite, a menina colocava seus medos
dentro de uma pequena caixinha azul.
Guardava-a com cuidado,
como quem guarda tempestades em miniatura.
Com o tempo, percebeu que a caixa ficava mais leve.
Menos pesada. Quase silenciosa.
Até que um dia decidiu abri-la.
Lá dentro, encontrou apenas o brilho suave da coragem.
As sombras tinham partido. As sombras tinham
aprendido a caminhar por conta própria e a menina,
finalmente, aprendeu a caminhar sem elas!