ENTRE O INVISÍVEL E O ETERNO
Trilogia III
Há um instante em que o coração decide caminhar,
Não por destino certo, mas pelo desejo
de compreender o próprio compasso.
Entre versos e caminhos, a alma se descobre viajante,
colhendo horizontes, colecionando memórias, aprendendo
que cada passo é também uma oração silenciosa.
No caminhar há uma história que não contei,
em cada pausa, um respiro que me reconstrói.
Não preciso pressa, eu preciso é de presença.
A poesia me guia, quando as palavras adormecem.
Aprendi que o coração também sabe ler mapas invisíveis:
ele reconhece o rumo pelo que faz pulsar, pelo que acalma,
pelo que silencia as tempestades por dentro.
Sou feito de memórias que iluminam o caminho
e de auroras que repousam no horizonte.
E quando me perco, reencontro no silêncio
a clareza exata do que me transforma!