ECOS DO CREPÚSCULO
A névoa envolve os telhados antigos,
escadas rangem sob passos que ninguém vê,
cada porta entreaberta guarda segredos de outrora,
e o vento sussurra nomes esquecidos entre as pedras frias.
O relógio da torre marca horas sem sentido,
suas badaladas reverberam em corredores vazios,
onde cortinas negras se agitam como braços de espectros,
e sombras se alongam em danças silenciosas sobre o chão.
O perfume da noite mistura terra molhada e lembranças,
o luar penetra janelas rachadas, criando desenhos de prata,
e em cada reflexo quebrado se esconde uma história triste,
uma lembrança que pulsa em silêncio no coração do tempo.