PROMESSAS QUEBRADAS
Velas tremem em candelabros enferrujados,
o cheiro de livros antigos enche o ar pesado,
as paredes carregam memórias de sussurros e promessas,
e cada corredor parece mais profundo do que o último.
A chuva cai em cortinas finas, batendo nas janelas,
cada gota é um lamento, uma confissão de sombras,
e o som ecoa pelos salões vazios como música de luto,
acompanhando passos que se perdem na escuridão.
Há beleza na decadência, encanto na solidão,
cada rachadura nas paredes revela poesia antiga,
sombras que se movem carregam um fragmentos de alma,
e o silêncio se torna tão vivo quanto qualquer voz que passou.