O ECO DO SUBSOLO
Na escuridão onde o canto se aninha,
O gênio traça o seu reino de dor.
A alma busca, por sorte ou desonra,
Onde a beleza não guarda o horror.
O mundo esquece o que tem de valor,
E deixa a música morta e sozinha.
Na escuridão onde o canto se aninha,
O gênio traça o seu reino de dor.
Mesmo que a luz se mostre rainha,
É no silêncio que mora o fervor.
E na ária que o mestre caminha,
O medo curva-se diante do amor.
Na escuridão onde o canto se aninha!...