NAS ENTRELINHAS DO SILÊNCIO
No vazio que fala mais que a voz,
A alma lê o que o tempo guardou.
Segredos que vibram, ocultos em nós.
Eco de um mundo que nunca parou,
Nas pausas que o peito insiste em fazer,
Tudo o que o lábio jamais confessou,
Renasce no rastro de um novo querer.
Entender o que a sombra tenta esconder,
Luz que se filtra na fenda do Ser,
Intensidade que o olhar faz nascer,
Noite que ensina o espírito a ver,
Harmonia que o medo não pode romper,
Amanhecer que o silêncio faz florescer,
Sublime sentido de apenas viver.
Doce mistério que a mente traduz,
Onde a ausência se torna luz.
Sentir a escrita que a pausa desenha,
Interpretar o que o vento contém,
Livre do peso que a frase mantenha,
Êxito puro de quem vai além.
Nas ondas de um mar profundo,
Clarividência de quem sabe olhar,
Infinita paz que sustenta o mundo,
Onde o silêncio aprende a cantar!...