O CANTO DO TEMPO
O vento sopra o que restou,
Nas frestas da janela antiga.
A velha mágoa que cansou,
O tempo agora desabriga.
A folha seca que voou,
Encontra a terra sua amiga.
O vento sopra o que restou,
Nas frestas da janela antiga.
Onde o destino tropeçou,
Nasce um cacto que fustiga.
O que a saudade preservou,
A própria vida nos obriga:
O vento sopra o que restou!...