SILÊNCIO QUE ACOLHE
Suave repouso que o peito encontra,
Imperceptível pausa no caminhar.
Luz que na sombra o seu brilho monta,
Êxtase mudo de apenas estar.
Nobre reduto de quem se permite,
Calmaria doce que a mente invade,
Intuição pura que não tem limite,
Onde o momento se torna verdade.
Quietude santa que o tempo abraça,
Um cais de ternura no mar da agitação,
Eco bondoso de tudo o que passa.
Abrigo seguro para o coração,
Conforto que a alma em segredo traça,
Onde o cansaço vira oração.
Lugar de encontro com o próprio ser,
Hora bendita de se refazer,
Escutando a vida enfim florescer!...