O verbo puro, alma da escrita,
Cunha na rocha o que o tempo apaga.
Como o bater de uma constante vaga,
A voz do mestre em nós ressuscita.
É uma força que em silêncio habita,
E contra a sombra do esquecimento vaga.
O verbo puro, alma da escrita,
Cunha na rocha o que o tempo apaga.
Toda beleza que o espírito dita,
Toda paixão que o pensamento alaga,
Torna-se luz que a existência afaga,
Nessa memória eterna e infinita.
O verbo puro, alma da escrita.