A BELEZA DOS ENCONTROS REAIS
Amigo leitor,
Em tempos de conexões por fibra ótica e afetos mediados por telas, sinto uma saudade imensa do "olho no olho". Estamos cada vez mais próximos digitalmente e, paradoxalmente, mais distantes fisicamente. O toque, o tom de voz que treme, o silêncio que se compartilha num abraço — essas são as matérias-primas de que somos feitos, e nenhuma tecnologia foi capaz de emular o calor de um encontro verdadeiro.
Um encontro real é um risco e uma cura. É o momento em que deixamos de ser perfis editados para sermos humanos imperfeitos, expostos à luz do outro. Na convivência, aprendemos a tolerância, descobrimos que nossas dores não são exclusivas e que a alegria, quando compartilhada, ganha cores que não existem no isolamento.
Que não nos faltem mesas postas, conversas que varam a madrugada e a coragem de bater à porta de alguém apenas para dizer: "Pensei em você". O papel do ser humano na sociedade de hoje é, acima de tudo, não deixar que a humanidade esfrie. Que sejamos pontes, e não muros. Que o outro seja sempre um destino de chegada, e nunca um obstáculo. Afinal, ninguém se salva sozinho; a gente se salva nos encontros.
Com amizade,
Lucas Louis!...