O CAIS DAS DESPEDIDAS
Navios partem levando bandeiras de amores que o tempo teceu,
As águas do porto guardam o sal de mil lágrimas que ali caíram,
Sob o olhar de um céu que, de tanto esperar, também escureceu.
Não há no horizonte um sinal de regresso para quem já se foi,
Resta apenas o eco das vozes que o mar resolveu silenciar,
E o peso do peito que, diante da ausência, lentamente corrói.
A saudade é uma âncora no fundo de um mar de ilusão.
Só quem amou o cais conhece a dor da eterna solidão!...
Autoria: Lucas Louis.