A MEDICINA E POETA LUCAS LOUIS
— O Despertar da Missão
Aos meus trinta anos, olho para trás e percebo que minha alma sempre foi mais velha que meu corpo. Desde cedo, o cuidado não era uma escolha, mas um chamado. Enquanto muitos jovens buscavam o mundo lá fora, eu me fechava entre livros e sonhos de medicina, movido pela urgência de me tornar instrumento de cura. Meus pais, médicos que até hoje honram a profissão com vigor, foram meus primeiros mestres na arte de olhar para o próximo com atenção e ternura.
— As Marcas do Caminho
A vida me ensinou cedo que o amor e a saúde são tesouros frágeis. Vivi um amor de juventude que, embora interrompido pelo tempo ou pelo destino, plantou em mim a semente da minha missão: eu precisava cuidar. Anos depois, o destino escreveu um capítulo inesperado no hospital de meu pai. Lá, conheci Karinne. Admirar sua maestria como neurocirurgiã foi o início de um fascínio que se transformou em vida compartilhada. Estive ao seu lado nas sombras da perda dela e, com paciência e respeito, construímos nosso próprio sol. Hoje, ser esposo dela e pai do Fellipe, da Annye, do Otto e da Lillie é o título mais nobre que carrego no peito. Minha "turminha" é a prova viva de que Deus realiza sonhos.
— A Poesia como Refúgio
Quando o jaleco pesa e o dia no hospital termina, eu me entrego ao desenho das palavras. Descobri na juventude que escrever é mais do que proferir: é registrar a alma. O que começou em páginas de Facebook e no incentivo de amigas queridas, floresceu no meu santuário no Recanto das Letras. Muitas vezes, chego exausto, mas a inspiração chega como um furacão, criando mundos em rascunhos desordenados. Não sou escravo de regras; sou apaixonado pela liberdade de sentir. Confesso, com a leveza de quem se conhece, que me encanto com o que escrevo. Como diz minha psicóloga Dra. Cláudia e minha Amada Poetisa e Secretária Fernanda Xerez, há uma riqueza bonita em amar as próprias criações e manter o otimismo sobre si mesmo, mesmo reconhecendo cada erro no caminho da autoanálise.
— O Cotidiano e a Doçura
Sou o pai coruja que não dorme sem o beijo de boa noite em cada quarto, o filho que pede a bênção aos pais todas as noites e o homem que guarda, com um sorriso de criança, um vício inofensivo: as jujubas. Elas estão na minha mesa de consulta e no hospital, um contraste doce com a seriedade da profissão. Dizem que sou novo e velho ao mesmo tempo, e talvez estejam certos. Carrego a responsabilidade de vidas em minhas mãos e a doçura de um saco de jujubas no bolso.
— A Filosofia do Cuidado
Para mim, a medicina não é status, é troca de carinho. Amo amar meus pacientes. Acredito que um médico atencioso pode mudar o destino de alguém, oferecendo a ternura que muitas vezes falta em casa. Minhas mãos, que operam e prescrevem, são as mesmas que abraçam após uma cirurgia bem-sucedida. São os sorrisos das cirurgias gratuitas e a gratidão das pessoas simples que escrevem meu nome na história. Afinal, nasci para amar e honrarei essa missão até o meu último pulsar, sempre atento às pequenas coisas que tornam a vida uma obra de arte.
— Curo com a precisão da ciência, mas é no território do afeto que encontro a minha verdadeira medicina; pois onde o conhecimento alcança o seu limite, deixo que a poesia e o carinho terminem o trabalho de tocar a alma, honrando a missão para a qual fui escolhido: a de quem nasceu para cuidar e hoje vive, plenamente, para amar!...
"A todos vocês que caminham ao meu lado e jamais soltam a minha mão,
deixo a minha mais profunda gratidão. Saibam que cada um é parte essencial
do que me tornei; se hoje sou o homem, o médico e o poeta que apresento nestas linhas,
é porque encontrei no carinho de vocês o alicerce para construir a minha história.
Vocês são o meu melhor motivo para continuar escrevendo e cuidando."
Dr. Lucas Louis!...