O mundo contemporâneo parece ter pavor do vazio. Vivemos sob uma ditadura sonora onde opiniões não requisitadas, músicas de fundo, alertas de mensagens e discussões estéreis preenchem cada lacuna do nosso dia. Parece que, se pararmos de falar ou de ouvir algo, seremos obrigados a encarar o que mora dentro de nós. No entanto, o silêncio não é a ausência de som; é o estado de presença absoluta. É o santuário onde as grandes decisões são forjadas e onde as feridas da alma começam, finalmente, a cicatrizar sem as interferências do mundo externo.
Falar é um exercício de expressão, mas calar é um exercício de conexão profunda com a essência. Precisamos de momentos de "mudez voluntária" para filtrar o barulho tóxico que o cotidiano despeja sobre nossos ombros. No Recanto da nossa mente, o silêncio funciona como uma faxina necessária: ele varre as preocupações supérfluas, aquieta a ansiedade e deixa apenas o que é fundamental para a nossa evolução.
Não tema a quietude. É nela que a sua verdade pessoal cria coragem para se manifestar, livre das máscaras que usamos para sermos aceitos socialmente. Quem não suporta o próprio silêncio, dificilmente suportará a própria verdade. Que possamos, em meio ao caos, encontrar o nosso próprio centro de paz!...

Autoria: Lucas Louis.