O ARQUITETO DO INVISÍVEL
Não precisamos de molduras,
nem de réguas para medir o que sentimos.
Às vezes a poesia nasce assim, descalça,
como o sopro que desfolha o outono.
Vem redesenhando o azul do céu
Escrevendo com a matéria prima dos sonhos.
Porque o silêncio também se faz verso,
e a alma, finalmente, encontra o seu porto.
Somos os guardiões de um mundo
que só existe quando ousamos tocar o papel!...

Lucas Louis Neville Gouthier