O GUARDIÃO DAS LETRAS
As letras dançam na folha em branco,
Criando mundos que o peito inventou.
Onde o poeta o seu ouro guardou,
Sentado manso na quina do banco.
Não há cansaço, desgosto ou arranco,
Que apague o verso que a alma rimou.
As letras dançam na folha em branco,
Criando mundos que o peito inventou.
E nesse eterno e sagrado ofício, portanto,
Onde a beleza sua fonte achou,
A poesia que o tempo consagrou,
Livra a existência de qualquer tranco.
As letras dançam na folha em branco!

Lucas Louis Neville Gouthier