"Há conexões que dispensam palavras;
são escritas no silêncio do olhar,
na força do brio e no abraço da própria terra."
O ELO DO SILÊNCIO
No fim do dia a luz crepuscular,
Desenha a sombra escura no cascalho,
Onde o cansaço encontra o seu agalho,
Unindo o vulto ao bicho no olhar.
Dois seres partem para o mesmo lar,
Trilhando a terra, o fogo e o trabalho,
Sob o mistério que recobre o galho,
E a força antiga que se faz notar.
Por esta união que vence a própria sorte,
O peito pulsa em mudo sentimento,
Selando o pacto que a jornada encerra.
Na mansidão que afasta o vento forte,
A alma encontra o brio e o acalento,
E o sangue negro abraça a nossa terra.

Lucas Louis Neville Gouthier
França/Paris: 12/10/26