O RELÓGIO ANTIGO
O tic-tac do velho relógio,
Parece a marcha de passos na sala.
É o silêncio que o tempo embala,
Num permanente e discreto elogio.
O pêndulo canta o instante vazio,
Onde a palavra se rende e se cala.
O tic-tac do velho relógio,
Parece a marcha de passos na sala.
E no compasso do dia sombrio,
Nenhuma queixa no peito se instala.
Pois a memória que a mente regala,
Vence a distância e afasta o calafrio.
O tic-tac do velho relógio!...

Autoria: Lucas Louis Neville Gouthier