A POESIA DOS PEQUENOS GESTOS
Caro leitor,
Temos a tendência de supervalorizar o que é grandioso, barulhento e monumental. Esperamos que a felicidade se manifeste em grandes conquistas, em reviravoltas cinematográficas ou em momentos extraordinários que mudam tudo de uma vez. Nessa busca incessante pelo pico da montanha, pisamos nas flores simples que ornamentam o caminho da subida.
A beleza real da vida quase nunca faz alarde. Ela mora na delicadeza de um café passado na hora, no bilhete escrito à mão deixado sobre a mesa, no olhar cúmplice que dispensa palavras ou no abraço que abriga um cansaço sem cobrar nada em troca. São os pequenos detalhes cotidianos que tecem a colcha do nosso bem-estar e dão sentido aos nossos dias mais difíceis.
O papel do ser humano hoje é reeducar os próprios olhos para enxergar o sagrado no comum. Não espere que a vida seja perfeita para começar a apreciá-la. Desacelere o passo por um instante, respire fundo e aprenda a saborear as pequenas frestas de luz que o dia a dia nos oferece gratuitamente.
Cordialmente.

Autoria: Lucas Louis Gouthier