O CANTO DO VENTO
O vento sopra um canto antigo e leve,
Trazendo as vozes que o tempo guardou.
Na tarde mansa que o sol bronzeou,
A folha seca no chão se atreve.
Nenhum compasso do mundo o demove,
Seguindo a rota que a noite traçou.
O vento sopra um canto antigo e leve,
Trazendo as vozes que o tempo guardou.
E quando a névoa sutil se atreve,
E o firmamento de prata mudou,
O mesmo sopro que a alma acalmou
Faz com que a dor seja breve, bem breve,
O vento sopra um canto antigo e leve!...

Autoria: Lucas Louis Neville Gouthier