CANTO DA CIGARRA
A tarde morre com cantos de estio,
Que a cigarra insiste em cantar.
É a canção que o sol vem dourar,
Antes que o mundo se entregue ao vazio.
O rio corre em silêncio e desvio,
Sem ter pressa de a praia encontrar.
A tarde morre com cantos de estio,
Que a cigarra insiste em cantar.
E sob a sombra do verde sombrio,
A brisa mansa começa a soprar.
É o verão que se vai retirar,
Deixando a terra em sereno declínio.
A tarde morre com cantos de estio!...

Autoria: Lucas Louis Neville Gouthier