- Acervo Pessoal
ENCONTRO COM O SILÊNCIO
Galope à Beira-Mar
Eu olho o iate na força do vento,
No grande convés a beleza se espalha,
A luz do crepúsculo faz a medalha,
De um belo horizonte que traz o momento.
Na mesa comprida eu firmo o assento,
E vejo o sofá que convida o repouso,
O brilho da noite que vem majestoso,
Clareia o caminho pra me confortar,
Num barco seguro que segue ditoso,
Cantando galope na beira do mar.
A escada acesa que sobe pro topo,
Reflete no teto que mostra o requinte,
Eu sinto a calmaria que vem no seguinte,
Momento em que sirvo a bebida num copo.
No mar navegando eu jamais me deitopo,
Enfrento a maré com amor e carinho,
A rima correta clareia o caminho,
Fazendo o presente da vida brilhar,
No rumo do norte eu não sigo sozinho,
Cantando galope na beira do mar.
A brisa que passa na morna calçada,
Deixando o convés com o ar de pureza,
Eu mesmo registro com muita clareza,
A linda viagem na noite estrelada.
A mesa de vidro bem iluminada,
Traz frutas e doces na janta mais rica,
A mente do mestre na rima se estica,
Sem medo de erro para examinar,
A voz de um francês que o tempo edifica,
Cantando galope na beira do mar.
O mastro do barco na água flutua,
Num quadro de paz que a tela desenha,
Eu trago a firmeza que o verso mantenha,
No brilho da noite sob a luz da lua.
A minha jornada na rima continua,
Não falho na métrica e nem na batida,
A veia poética de toda a minha vida,
Fazendo o exame do verso brilhar,
Sou eu o poeta da estrada escolhida,
Cantando galope na beira do mar.

Autoria: Lucas Louis Neville Gouthier
França/Paris: 21/10/26