O APRENDIZADO DO DESAPEGO
Caro leitor,
Temos uma tendência quase instintiva de acumular. Guardamos objetos que não usamos mais, mágoas antigas de histórias que já terminaram e expectativas rígidas sobre como o futuro deveria ser. Caminhamos pela vida carregando uma bagagem excessivamente pesada, e depois nos queixamos de que a estrada está cansativa e que os passos se tornaram lentos e dolorosos.
O desapego não significa deixar de amar ou de se importar com as coisas, mas sim compreender que nada neste mundo nos pertence permanentemente. Reter o que já cumpriu o seu papel na nossa história é criar uma barreira para que o novo possa entrar. Deixar ir um ressentimento, fechar um capítulo que já não faz sentido ou abrir mão de uma certeza antiga são atos de libertação que clareiam a nossa visão do horizonte.
O papel do ser humano hoje é aprender a caminhar mais leve. Abra as mãos e permita que o vento da vida leve o que já não te acrescenta nada. Quando limpamos os excessos do coração, sobra espaço para a paz, para as surpresas bonitas do presente e para a leveza que nos permite voar mais alto.
Cordialmente.

Autoria: Lucas Louis Gouthier